Hoje, vamos entrar em uma galeria imaginária e construir algumas paredes e muros que serão coloridos por Bonga! A trajetória de sua vida selam os méritos que recebe ele hoje. Bonga foi um dos pioneiros nessa arte, um dos primeiros a realmente colocar ação no movimento e inspirar outros jovens a seguir a mesma conduta. A realidade das periferias é muito difícil de ser compreendida ser não for realmente vivida e sentida na pele para que seus relatos sejam verdadeiros. É um sociedade que possui sua cultura particular e suas leis e sobreviver ileso, é um grande triunfo, pois as chances de serem contaminados pelo vírus da violência e vida fácil são altas e sobreviver dignamente é uma vitória total de vida e exemplo!

E essa realidade não é exclusiva da cidade de São Paulo, mas sim das grandes metrópoles do mundo. E em cada uma delas  despontou talentos dentro da Cultura Hip-Hop, a Cultura da Rua, a voz real das periferias e bairros afastados dos grandes centros urbanos.

Se alguém fizer a pergunta: ” A quem é o BONGA MAC dentro desse cenário?

O Bonga é um dos grafiteiros mais respeitados do Brasil, com obras na Espanha, Canadá,  França e que fez o grafite à convite da CPTM  (Companhia de Trens Metropolitanos) para homenagear Michael Jackson na Estação Pirituba.

E ele confessa: ““ tive dificuldades em fazer com que meus familiares entendesse o meu trabalho, para a maioria das pessoas o graffiti ainda é visto como um ato de vandalismo. Demorou para eu conseguir fazer com que eles enxergassem que posso sobreviver desta arte e que meu trabalho não tem fundamento vandálico…”

E aqui podemos pedir uma palavra de um dos grandes ícones da literatura brasileira,  Jorge Amado que cita:

E assim, as ruas e os muros da capital paulista acabaram por ficar pequenas para as suas obras e ele passou a andar pelas ruas e avenidas do mundo expressando sua arte, suas verdades e suas ambições sociais. Além de ser um artista renomado ele hoje é um monitor, um instrutor, um professor de sua arte para as novas gerações. Suas obras e suas técnicas vão se ampliando e sendo cada vez mais reverberada pelos quatro cantos do mundo. Ele não vai apenas para outros países para deixar sua obra registrada, mas para fazer amigos e compartilhar suas vivências. E ele não é muito teórico; ele pega nas mãos das crianças e mostra a elas que elas podem criar seus mundos com uma lata de tinta spray.

Por essa dedicação ele já foi premiado, participou de ações junto a grandes ONGs que estão associadas a cultura da não-violência e continua sua trajetória para propagar essa cultura, que diferente do que muitos podem pensar, tem um fundamento forte na fotografia da realidade social do Século XXI – nossa Arte Contemporânea, que teve sua origem nos EUA, ma que ganhou sua essência e retrata a realidade do caos e traz na tinta,na dança, na música seus pensamentos e  suas expressões.

A dica: ‘ O graffiti se torna MENINO PRODÍGIO. Para quem começa… : então comece estudando e dando duro, não se limite à criação .”NÃO SE PODE FAZER UM GRAFFITI SER SABER MANIPULAR UMA LATA DE SPRAY”

Hd Humano

Texto – Márcia Nicolau
As cabeças rolam
Em universos particulares
Partículas de som enchem o ambiente
Mas no fundo o som é nulo
Pela percepção dos sensos!

A cabeça viaja desordenadamente…
Pelos rumos acessíveis da rede;
Universos totalmente paralelos e perpendiculares;
Constroem-se mundos em segundos;
E desconecta-se num ínfimo da mesma fração.

As cabeças direcionam-se pelos prazeres carnais
Cheiro de sangue exposto, roubo e corrupção.
Cheiro de grana, poeira, poluição;
Chuvas ácidas e turbulência nos sentidos
Realidade fria e úmida diante da ilusão.

As crianças se alimentam de fatos todas as manhãs.
Crianças perdidas sem história, sem rumo, sem educação.
Jovens choram em busca do quereres perdidos;
Como sonhos  que tem que a mesma duração de uma bola de sabão.
Tempo de ilusão!

As cabeças consomem o melhor da televisão
Vestem padrões, alimentam o ego.
As cabeças perdem a identificação.
Viram máquinas de reprodução
Em casos críticos e enigmáticos
Tornam-se produtos…

Universo que gera fascínio;
Universo tenebroso de criação;
Fruto dessas cabeças!
Universo de criação

Mídia!
A máquina poderosa do século;
A perda dos limites e da razão;
O mundo factual…
Dual…
Emocional…
Remédio pra dor:
Vício;
Satisfação;
Êxtase em todos os sentidos;
Mas sem sentido nenhum.


Numa partícula ínfima do instante
A cabeça repousa
Adormece.
Eis um momento de serenidade;
Do surgimento de luzes desfocadas;
Que passam pelo cérebro com muita velocidade;
Riscos de luz.
As cabeças buscam dentro desse grande sistema
Informações do sentido, identificação do EU
O inverso da cópia;
Original!


SERENIDADE
Cheiro frio das manhãs de outono;
Vento gélido que vem do sudoeste;
Cerejeiras em flor;
Coração aos pedaços;
Buscando se recompor;
Como fragmentos de uma máquina.
Que acabara de se perder em pedaços.
Informações totalmente decodificadas.
Restos de imagens em muitos retratos.

Cabeças entram em pane.
Elas são afetadas diariamente por vírus infindáveis;
Que vão se enredando no sistema;
E quando menos se espera: gera perda total no arquivo.

Cabeças vagam soltas pela vida
Com perda total de sentido e sem certificado de garantia!
Cabeças que se isolam do mundo;
Pois receberam uma passagem somente de ida;
Para seu próprio mundo e não há mais formas de comunicação!
Cabeças mortas, mas ainda se alimentando da vida do corpo
Somente registrando os códigos primário;
Alimentar, saciar a sede e voltar correndo
Para seu mundo de ilusão.


A tecnologia está formando grandes autistas invertidos;
Pessoas fora do si, para viver somente no lá;
Notas em desarmonia.
Vida livre…

Cabeças como a minha
Observam o andar dessa gente
Caminhando na contra-mão desse fluxo
Causando refluxo
Sentido na pele a ironia dos fatos
Sentindo a navalha da angustia;
Talhar a pele do rosto.
Lágrimas e sangue
Sem nenhuma palavra
Somente a indignação.


O desejo no peito de libertar cabeças presas
Nas caixas pretas linkadas no globo.
O desejo de pegar uma por uma
Jogar no chão
Levar a pane
Desligar do sistema
Deixar horas numa sala branca
Vazia
E somente oferecer a elas
Luz do Sol
Barulho do mar
Cheiro de chuva
Gotas de mel
E os braços de uma mãe generosa
Que possa te ensinar os primeiros sentimentos
De uma nova vida!

Vem ai  – Impressões Humanas – Mundo da Rua

Alexandre Simões – O Hurbanista!


Share →

4 Responses to Galeria Visões Humanas – Mundo da Rua – Parte Final

  1. I am continuously invstigating online for tips that can help me. Thank you!

  2. Que trabalho maravilhoso e inspirador! Cheio de cor e luz, as ruas em arte, as ruas cheias de arte, a arte caminhando nas ruas… Belíssimo!

  3. JOKA disse:

    Os caminhos se cruzam nesta rede. Lendo este texto e poemas, cronicas de Marcia.
    Senti mais uma vez que estou no caminho certo em meus escritos. Sim o lance é fundir, poesia, cronica, jornalismo.
    Tudo numa matéria só. E até video.
    Valeu Marcia seu talento nos ensina muito.
    Abraços …

  4. I just want to mention I am newbie to weblog and really loved your website. Almost certainly I’m planning to bookmark your website . You surely have good articles. Thank you for revealing your web page.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *