Um livro é composto de ideias expressas em palavras que vão contando uma história. O conjunto de palavras formam orações que dão sentido ao pensamento e, de parágrafo em parágrafo, vamos entrando em universo dominado pelo escritor seguindo os seus passos e sua criação.

Esse movimento faz com que o leitor imagine o cenário em sua mente e faça um pequeno filme dando vida às palavras. E eis que surge em determinado momento um auxilio fundamental para o exercício do imaginário: a ilustração! Sutilmente o artista vai traçando a forma do pensamento do autor e seguimos juntos na saga.

É a linha conduta para alimentar o imaginário e isso é uma arte ímpar que poucas pessoas se atrevem a exercer. Resulta do casamento perfeito entre um autor e um ilustrador para alcançarem a mesma mensagem. Basta pegar um livro nas mãos e começar a folear que logo nos deparamos com uma obra de arte de um grande poeta dos traços, um desenhista dos contos!

Se dermos juntos um passeio pelo sentido literal do verbo “ilustrar” chegaremos a uma denominação imponente e completamente merecida: dar glória a; enfeitar com gravuras; ilustrações! E ai, chegamos a figura do ilustrador, ou melhor, do ser humano ilustre que enfeita nosso cotidiano literário.

E aqui trazemos para a nossa cena a artista Tania Ricci que dedica sua vida a ilustrar o trabalho de vários autores brasileiros e livros didáticos. Sem ao menos perceber, centenas e milhares de crianças e jovens se deparam com seu trabalho nos livros em sala de aula e o assimilam a um determinado tema a ser estudado ou debatido!

Sim, a ilustração é uma arma poderosa da educação, mas poucas pessoas param para pensar sobre essa questão! E para dominar essa arte precisa estudar, se aperfeiçoar e ser mestre na arte de transmitir uma informação através do desenho e de seus traços. E aqui se reconhece totalmente a diferença do desenho como um simples desenho para o trabalho de um profissional de arte e educação!

E aqui aquele nosso papo com nossa criança imaginária no telefone de papelão que o menino inventou, o Millôr Fernandes eternizou e a gente ousou em trazer para o texto de abertura da Galeria Visões Humanas prova esse fato, expondo o trabalho da nossa convidada!

Uma menina que brincava com os lápis coloridos construindo seu mundo imaginário e que se transformou em uma profissional das artes que luta para despertar a importância da leitura e faz isso com o mesmo prazer dos tempos de menina, pois ama o que faz!

E para defender isso enfrenta todos os obstáculos da falta de valor da sua profissão o que gera dificuldades financeiras Busca outras saídas. Aperta-se daqui, aperta de lá, rala o joelho, senta e chora em alguns momentos, mas nunca desiste! Ao contrário, novamente senta diante da folha em branco, pega seus lápis e cria algo ainda melhor!

Já dizia um filosofo japonês que é nas grandes dificuldades que são criadas as melhores obras de arte, pois elas são recheadas de sentimentos e eles são visivelmente notados apenas com uma troca de olhares!

Talvez seja por isso que eles ganham a oportunidade de desfilar na comissão de frente da Escola de Ritmos da Literatura! Afinal, a eles damos a chance de ser a capa, aquela que chama de longe o leitor para o conteúdo da informação!

Hoje convidamos todos para ver o desfile de capas de Tania Ricci!

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One Response to Traços e linhas fazem histórias! – Galeria Visões Humana

  1. Mark disse:

    A capivara é maior rato do mundo e também vive
    em regiões alagadas, como Atascadeiro. Ela pode chegar a até 80 quilos.

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